IA avança no recrutamento, mas reforça um ponto essencial, o fator humano nunca foi tão estratégico
Dados mostram que, em um cenário mais automatizado, confiança, empatia e orientação ganham protagonismo na experiência dos candidatos
Salvador, 16/06/2026 – O avanço da inteligência artificial no recrutamento tem alimentado uma narrativa recorrente: a de que recrutadores podem se tornar obsoletos. Na prática, porém, o movimento observado no mercado aponta para um caminho diferente e até contrário. Mais do que substituir profissionais, a tecnologia está redefinindo o papel do recrutador, tornando o fator humano ainda mais estratégico em um processo cada vez mais automatizado.
Dados do Workmonitor 2026, estudo global da Randstad, mostram que, embora as empresas estimem que até 75% das tarefas possam ser impactadas pela inteligência artificial, 1 em cada 5 profissionais ainda acredita que a tecnologia terá pouco impacto em suas tarefas. O dado revela um descompasso entre o avanço tecnológico e a percepção dos talentos, e reforça a importância da mediação humana nesse processo.
“Existe uma expectativa de que a tecnologia resolva tudo, mas quando falamos de pessoas, a lógica é diferente. O que vemos é que, quanto mais automatizado o processo, maior é a necessidade de interação humana qualificada”, afirma Priscila Magalhães, Gerente Nacional de Recrutamento e Seleção na Randstad Operational.
Tecnologia ganha escala, mas não substitui confiança
Se por um lado a inteligência artificial traz ganhos claros de eficiência, especialmente em etapas operacionais como triagem e análise de dados, por outro, ela não substitui aspectos essenciais do recrutamento: escuta, interpretação, empatia e construção de confiança.
O próprio Workmonitor 2026 reforça essa tendência. Em um cenário de incerteza, 60% dos profissionais afirmam buscar maior segurança na relação com seus gestores diretos, evidenciando que o vínculo humano continua sendo central na experiência de trabalho.
No contexto do recrutamento, isso se traduz na valorização de interações que vão além do processo técnico e ajudam a construir conexão e clareza para os candidatos.
O novo papel do recrutador
Nesse cenário, o recrutador deixa de ser apenas um intermediador de processos e passa a atuar como um agente estratégico, responsável por traduzir expectativas, avaliar a aderência cultural e garantir uma experiência mais humana em um ambiente cada vez mais digital.
A inteligência artificial segue avançando, e deve continuar transformando o mercado. Mas, quando o assunto é decisão sobre pessoas, um ponto permanece claro, a tecnologia pode apoiar, mas é o fator humano que sustenta a conexão, o engajamento e a retenção.
Sobre a Randstad
Fundada em 1960, na Holanda, a Randstad é líder em recrutamento e soluções completas de recursos humanos, com presença consolidada em 39 países, onde emprega diariamente mais de 650 mil pessoas. Com quatro especializações, a Randstad atua como parceira dos talentos e atende empresas de todo o mundo em seus desafios de gestão de pessoas e em diferentes áreas de negócios. A companhia também impulsiona a carreira de milhares de profissionais por meio de suas oportunidades de trabalho. No Brasil, desde 2011, conta com mais de 1000 colaboradores, e já contratou mais de 250 mil pessoas em todas as regiões do país.





