Trend Micro aborda os desafios das startups quando o assunto é cibersegurança

Salvador, 04/05/2021 – Quando falamos em startups e fintechs são muitos os desafios que precisam ser enfrentados: tecnológicos, legais, de estrutura, regulação e, claro, de segurança, afinal as empresas que nascem na nuvem precisam estar protegidas das inúmeras ameaças cibernéticas que surgem a cada momento. Para discutir este e outros assuntos, a Trend Micro, empresa líder mundial em cibersegurança, reuniu lideranças das fintechs Neon PagamentosTrustly e Vindi. O encontro, mediado pelo diretor de Vendas da Trend Micro Brasil, Cesar Candido, contou com a participação dos especialistas Bruno Napolitano (Neon), Gustavo Valente (Trustly) e Teógenes Panella (Vindi).

A agilidade das empresas que já nasceram na nuvem foi um dos pontos ressaltados por Bruno Napolitano, Segurança da Informação da Neon. “Todas as ferramentas e mecanismos de proteção que temos no mundo on premise também precisam ser aplicados na nuvem, só que de uma forma diferente. Hoje com cinco ou seis cliques você já tem o seu ambiente montado e seguro. Já numa empresa tradicional até você montar uma máquina, acionar o parceiro, fazer a contratação, liberar a licença e instalar o programa vai no mínimo 30 dias e isso faz total diferença”, pontuou.

Para os participantes, as fintechs e startups são mais rápidas porque elas têm maior clareza dos riscos cibernéticos.  “As empresas que nasceram na nuvem têm um apetite de risco muito maior e uma percepção mais clara da necessidade de estarem protegidas. Isso traz mais velocidade em comparação com os ambientes corporativos gigantescos dos grandes bancos, por exemplo, que apesar da migração de dados para a cloud mantêm a morosidade de seus processos step by step”, critica Teógenes Panella, Head de Segurança da Informação da Vindi.

A estrutura mais unificada e enxuta das startups também exige maior automatização e integração das equipes. “A cultura é mais ágil porque você faz muito com menos e tende a corrigir os erros mais rapidamente. Como cada um exerce mais de um papel isso exige também maior automatização de processos de manutenção, gestão de vulnerabilidades e patches. Por isso é essencial o uso da Infraestrutura como Código (IaC), que é um script que você sobe na nuvem, que cria e atualiza as máquinas automaticamente. É claro que requer também um processo de gestão muito forte dessa configuração”, alerta Gustavo Valente, gerente de Segurança da Informação da Trustly.

Todos concordam que a pandemia acelerou a transformação digital das empresas e que mais do que nunca as organizações precisam entender a importância da segurança cibernética, ainda mais as que usam constantemente dados de clientes. Para o diretor de Vendas da Trend Micro para a América Latina, Cesar Candido, a mudança de cultura e de processos é essencial par competir nesse mercado cada vez mais tecnológico. “O primeiro passo para promover uma transformação cultural é engajar os colaboradores e criar a cultura de segurança. Percebemos que muitos ataques ocorrem por erros de configuração e porque as boas práticas não foram corretamente implementadas”.

Cesar Candido lembrou, ainda, que o desafio é grande, os times são enxutos, e que há um gap enorme de recursos humanos, mas que é preciso ter bons parceiros e saber identificar as possíveis vulnerabilidades. “De nada adianta ter as melhores ferramentas à sua disposição, se não souber usá-las. Novos ataques surgem a todo momento e mais do que nunca é preciso estar preparado para combatê-los com agilidade e eficiência”, recomendou.

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