IA acelera infraestrutura e shadow AI amplia os riscos
Pesquisa da Wakefield Research, encomendada pela Nutanix, aponta que 86% dos executivos brasileiros veem a IA acelerando a adoção de containers, enquanto 81% alertam para riscos no uso não supervisionado de IA nas organizações
Salvador, 24/06/2026 – A Nutanix, líder em computação híbrida multicloud, anuncia os resultados do Estudo Enterprise Cloud Index (ECI), desenvolvido pela Wakefield Research, o qual mede o avanço da adoção de nuvem, conteinerização e aplicações com IA nas organizações.
O levantamento, com recorte local, revela que, no Brasil, a inteligência artificial está impulsionando fortemente a modernização da infraestrutura, ao mesmo tempo em que expõe desafios de governança e integração entre áreas e controle do uso de IA.
IA acelera a modernização via containers
Sob pressão para proteger dados e torná-los mais portáveis, as organizações brasileiras estão ampliando o uso de containers para executar aplicações habilitadas por IA. 81% dos executivos de TI no Brasil e 87% dos entrevistados globais esperam que o nível de conteinerização de aplicações aumente nos próximos três anos.
• No Brasil, 86% dos respondentes acreditam que a IA está acelerando de forma significativa a adoção de containers em suas organizações, sendo que 32% afirmam que essa aceleração ocorre em grande escala.
• Entre aqueles que utilizam containers para rodar aplicações com IA, 71% dos profissionais ouvidos no Brasil estão desenvolvendo novas aplicações nesse modelo, seja como abordagem principal ou combinada à modernização de sistemas legados.
Quando questionados sobre os principais motivadores, 48% dos executivos brasileiros apontam ganhos de desempenho— como velocidade, confiabilidade e escalabilidade — como principais objetivos para ampliar o uso de containers nos próximos 12 meses.
Globalmente, 85% dos entrevistados afirmaram que a IA está acelerando a adoção de containers, reforçando a tendência observada também no Brasil.
Shadow AI e silos ampliam riscos operacionais
Apesar do avanço tecnológico, o estudo mostra que a governança da IA ainda representa um desafio relevante no país. 81% dos executivos brasileiros e 87% dos entrevistados globais acreditam que o uso de ferramentas e agentes de IA (fora da supervisão oficial) cria risco para o negócio. Esta preocupação é real com 74% afirmando que se depararam com aplicações ou agentes de IA implementados por colaboradores fora da área de TI – próximo ao número global de 79%.
Ainda, a falta de uma visão unificada é um obstáculo com 82% respondendo que consideram que silos entre áreas de negócio e TI prejudicam, ao menos de forma moderada, a capacidade da organização de executar iniciativas tecnológicas de maneira eficaz.
Os dados indicam que, à medida que a IA se espalha pelas organizações, cresce também a necessidade de maior integração entre áreas técnicas e unidades de negócio para reduzir riscos relacionados à exposição de dados sensíveis e propriedade intelectual.
Soberania de dados influencia decisões de infraestrutura
A proteção e a localização dos dados também aparecem como fatores estratégicos no Brasil. 72% dos executivos classificam a soberania de dados como prioridade alta ou obrigatória nas decisões de infraestrutura, um número abaixo do global (80%), mas ainda importante.
Mais da metade dos entrevistados globais e locais (57%) afirma sentir necessidade de operar sua infraestrutura dentro do país, seja em ambientes on-premises ou por meio de regiões locais de nuvem, em função de expectativas de clientes ou demais stakeholders.
Além disso, as empresas brasileiras demonstram maior inclinação a executar aplicações conteinerizadas em ambientes on-premises ou em nuvens privadas (49%) do que em nuvens públicas (38%), sinalizando uma abordagem híbrida com ênfase em controle e segurança.
Diretriz estratégica vem do topo, mas desafios permanecem
O relatório global também aponta que 59% das organizações esperam ter mais de cinco aplicações habilitadas por IA nos próximos três anos. No entanto, 82% afirmam que sua infraestrutura atual não está totalmente preparada para suportar cargas de trabalho de IA on-premises, evidenciando um descompasso entre ambição estratégica e prontidão tecnológica.
Segundo Leonel Oliveira (foto), diretor geral da Nutanix Brasil, “as organizações precisam de segurança, resiliência, flexibilidade e portabilidade para suportar cargas de trabalho de IA em qualquer lugar. Hoje, os desafios da IA se multiplicam por meio dos ambientes corporativos e os líderes, não somente de TI, mas de diversas áreas, precisam endereçar soluções para ter confiança de que a tecnologia será utilizada com governança e real valor para o negócio”.
Metodologia
Pelo oitavo ano consecutivo, a Nutanix encomendou à Wakefield Research um estudo global para avaliar o estado da adoção de nuvem, conteinerização e aplicações com IA generativa.
A pesquisa foi realizada entre 13 e 23 de novembro de 2025, com 1.600 executivos das áreas de nuvem, TI e engenharia em 14 países.
No Brasil, foram entrevistados 100 executivos com nível mínimo de gerente, em empresas com 500 ou mais funcionários. Para o recorte brasileiro, a margem de variação é de ±9,8 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Sobre a Nutanix
A Nutanix é líder em computação híbrida multicloud e oferece uma plataforma de software unificada para execução de aplicações e IA e gerenciamento de dados em qualquer ambiente. Com mais de 29 mil clientes globalmente, a empresa apoia organizações na simplificação de operações e na modernização consistente de ambientes híbridos.





