Einstein e AWS desenvolvem Laboratório de Inteligência Artificial em Saúde

Foco será em pesquisa aplicada, atenção primária e formação de profissionais em tecnologia e inovação

Salvador, 13/05/2026 – O Einstein Hospital Israelita e a Amazon Web Services (AWS) iniciaram uma colaboração estratégica para impulsionar a transformação digital na saúde. As organizações passam a operar o Laboratório de Inteligência Artificial em Saúde (LabIAS), instalado no campus Francisco Morato do Einstein, em São Paulo, que funciona como um hub de inovação aberta, de pesquisa e desenvolvimento, conectando alunos, professores, pesquisadores e profissionais de múltiplas áreas do conhecimento, internos e externos para cocriar soluções digitais de alto impacto baseadas em inteligência artificial (IA).

Foto: Diretoria de Inovação Einstein e time AWS na concretização da iniciativa conjunta. Crédito: Divulgação

O foco será no desenvolvimento de modelos de IA, como projetos de pesquisas, considerando o método científico como pilar na concepção de experimentos, além do uso ético e responsável de dados clínicos e tecnologias emergentes e na ampliação do acesso à inovação no setor.

O Laboratório passa a desenvolver projetos voltados à aplicação de IA e computação em nuvem na Atenção Primária à Saúde (APS). As frentes de atuação incluem o desenvolvimento de ferramentas digitais para apoio na triagem e agendas de rotina na APS e monitoramento de infecções respiratórias agudas, integrando análises de dados clínicos com variáveis climáticas e dispositivos de Internet das Coisas (IoT). A proposta é gerar estudos e soluções aplicáveis aos desafios reais do sistema público. Os projetos terão articulação direta com os Centros de Inovação do Einstein em São Paulo, Goiânia e Manaus.

A AWS apoia a iniciativa com recursos computacionais, infraestrutura em nuvem e mentorias técnicas, além de colaborar no desenvolvimento de arquiteturas inovadoras de dados e inteligência artificial voltadas à saúde, e na criação de um ambiente seguro de experimentação e testes.

“Estamos orgulhosos de apoiar o Einstein na criação do LabIAS, um marco para a inovação em saúde no Brasil. Esta colaboração demonstra como a computação em nuvem e a inteligência artificial podem acelerar a pesquisa científica e democratizar o acesso a soluções digitais de alto impacto”, diz Paulo Cunha, diretor para o Setor Público na AWS Brasil.

Já o Einstein atuará nesses projetos combinando tecnologia, pesquisa aplicada e experiência operacional. A iniciativa buscará enfrentar desafios da Atenção Primária no âmbito do Sistema Único de Saúde, conectando a expertise interna adquirida em outras iniciativas da organização realizadas no contexto público. O objetivo é entregar soluções práticas, tangíveis e escaláveis, capazes de fortalecer o SUS e apoiar gestores na implementação de tecnologias adequadas para os desafios do mundo real.

“O projeto com a AWS acelera uma agenda que para nós é inegociável: usar tecnologia para gerar impacto real na vida das pessoas”, afirma Rodrigo Demarch, diretor do executivo de Inovação do Einstein.

O laboratório tem ainda um comitê gestor formado por representantes do Einstein e da AWS, que avalia novos projetos e potenciais parceiros institucionais. Embora o foco inicial esteja na atenção primária, o modelo permite a expansão para outras frentes de pesquisa, como atenção especializada, saúde climática e medicina de precisão.

Projetos

Atualmente o LabIAS atua em três projetos de pesquisa: um com foco na geração de imagens médicas sintéticas para problemas de saúde com baixa incidência epidemiológica; outro com foco no suporte diagnóstico de transtornos depressivos em pacientes com dados de teleconsultas psiquiátricas; e, por último, um projeto que tem por objetivo predizer o risco de judicialização de medicamentos solicitados na área de dermatologia. Ao longo dos próximos meses novas iniciativas surgirão, inclusive em parceria com a Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein.

De acordo com o pesquisador do Einstein Birajara Soares Machado, responsável pela implementação do laboratório, a proposta é fomentar uma cultura de pesquisa aplicada em IA reforçando a missão da organização de aliar tecnologia e impacto social. “Queremos desenvolver a ciência em IA, incentivando uma nova geração de pesquisadores e profissionais a unirem tecnologia e inovação. O foco é para transformar a saúde pública, de forma ética, colaborativa e aberta”, explica ele.

O LabIAS está com operação híbrida: combinando atividades presenciais e remotas. A expectativa é ter os primeiros oito projetos de pesquisa ainda no primeiro semestre de 2026.

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