MV apresenta na Hospitalar 2026 soluções de inteligência artificial que já estão transformando a assistência ao paciente no Brasil e na América Latina

Salvador, 12 de junho de 2026 – O São Paulo Expo foi, entre os dias 18 e 21 de maio, o epicentro da saúde digital na América Latina. A 31ª edição da Hospitalar reuniu mais de 85 mil visitas profissionais, 1.270 marcas expositoras de 35 países e gerou 3,2 bilhões de reais em negócios ao longo de quatro dias. Em meio a esse cenário, a MV, maior empresa de saúde digital da América Latina, ocupou seu espaço com a postura de quem não vai ao evento para acompanhar tendências, mas para demonstrar que já as está entregando. “O futuro já aconteceu”, resumiu Paulo Magnus, presidente da empresa, ao apresentar as novidades que a MV levou ao estande.

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O destaque central foi o resumo clínico automatizado, uma solução de inteligência artificial que representa uma mudança profunda na forma como médicos acessam o histórico dos pacientes. Quando um paciente dá entrada em uma unidade de saúde, a plataforma da MV concentra automaticamente todos os seus dados clínicos, exames, internações anteriores, medicamentos e diagnósticos, e os apresenta ao médico em um formato estruturado e interpretado pela IA. A partir daí, o profissional de saúde pode interagir com esse resumo por voz, fazer anotações e receber sugestões, tudo sem precisar digitar. “O médico vai ao quarto com o resumo clínico, a IA diz quais são os sintomas, lembra o que ele eventualmente esqueceu, e permite a prescrição por voz com interação direta com o prontuário eletrônico. Isso permite que o médico gaste menos tempo escrevendo e mais tempo cuidando dos seus pacientes”, explicou Magnus. A base que torna isso possível é o que a empresa chama de Linha da Vida, um repositório individual de dados de saúde que já reúne informações de mais de 10 milhões de pessoas e funciona como o alicerce sobre como o resumo clínico é construído no momento da internação.

A inteligência artificial na MV não se limita ao atendimento clínico. A empresa apresentou também soluções voltadas para a gestão operacional dos hospitais, com foco especial no giro de leitos, um dos maiores gargalos da saúde pública e privada no Brasil. Por meio de agentes de IA que monitoram em tempo real o fluxo de pacientes e antecipam altas, a plataforma permite que as instituições liberem leitos com mais agilidade, reduzindo filas e aumentando a capacidade de atendimento sem a necessidade de construir novas estruturas físicas. Outro ponto apresentado foi o chamado autoatendimento, uma tecnologia que combina reconhecimento facial e integração de dados para eliminar catracas, recepcionistas e totens do processo de entrada do paciente na unidade de saúde. Segundo Magnus, a solução reduz em 25% o tempo de espera nas recepções e em 40% o tempo de atendimento nas emergências.

Ramon Maia, diretor de produto e tecnologia hospitalar da MV, explicou a arquitetura que sustenta toda essa oferta. A empresa não se posiciona mais apenas como fornecedora de software hospitalar, mas como orquestradora de um ecossistema completo de saúde digital, que abrange desde a jornada assistencial e o prontuário eletrônico até a infraestrutura de nuvem, a inteligência operacional e a jornada digital do paciente e do profissional de saúde. “A saúde não é uma equação linear, ela é complexa e possui diversas variáveis. Para se posicionar como orquestrador, você não pode se deter em apenas um segmento. Precisa ter soluções complementares em múltiplas camadas”, afirmou. Com mais de 3 mil colaboradores, sendo 1.500 só na área de tecnologia, e presença em mais de 1.500 clientes no Brasil e na América Latina, a MV opera hoje como a quinta maior empresa do mundo no fornecimento de prontuário eletrônico para a área da saúde, segundo o ranking da consultoria americana KLAS Research.

Para Maia, o maior desafio de gerir produto e tecnologia em uma empresa desse porte é o que ele chama de ambidestria, a capacidade de sustentar a operação do dia a dia enquanto, ao mesmo tempo, se reinventa e inova. “Eu tenho a vertical de sustentação, que foca no dia a dia operacional, e a vertical de inovação, que transforma tendências de mercado em soluções tangíveis. O segredo é manter o equilíbrio entre o curto e o longo prazo sem deixar que um lado pese mais que o outro”, explicou. O DNA que ele descreve é o mesmo que Paulo Magnus atribui ao fundador da empresa e que, segundo ambos, segue orientando cada decisão tecnológica que a MV toma. “A grande armadilha para quem trabalha com tecnologia é se apaixonar pela tecnologia e esquecer das pessoas. O segredo da MV é que a gente coloca a tecnologia como meio para cuidar de pessoas”, concluiu Maia, sintetizando em uma frase o que a empresa foi mostrar ao mundo na 31ª edição da Hospitalar.

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