Alunos baianos desenvolvem biocombustível a partir do tamarindo

Comum no Nordeste, fruta pode ser uma biomassa renovável e se transformar em etanol

Salvador, 03/07/2023 – A indústria do biocombustível tem se fortalecido ao longo dos anos. Segundo relatório publicado pela Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena) e pela Climate Policy Initivative (CPI), o setor teve investimento mundial de US$ 12 bilhões nos anos de 2021 e 2022, o maior já identificado pelos órgãos. Ao observar o aquecimento do mercado, os alunos do Centro Territorial de Educação Profissional do Sisal II (CETEP), em Araci, orientados pela professora Pachiele da Silva, desenvolveram um biocombustível a partir do tamarindo, fruta muito comum no Nordeste brasileiro.

Keisla Fabian, que integra a equipe do projeto, explica o processo de elaboração do biocombustível utilizando a fruta. “Desenvolvemos o produto a partir da polpa do tamarindo, causando fermentação e destilação do álcool presente. Já conseguimos desenvolver uma solução hidroalcoólica. O material ainda irá passar pela destilação, onde o líquido resultante, mosto fermentado, passa por um processo para separar o álcool – etanol – do resíduo líquido que não foi fermentado”.

De acordo com os estudantes, o produto pode contribuir para a redução da emissão de gases poluentes. “O nosso projeto traz uma solução renovável para o meio ambiente. Além de ser uma forma de energia limpa, emite menos gases na atmosfera”. Eles ainda projetam as etapas futuras da proposta. “O próximo passo é fazer o comparativo do nosso produto em questão de qualidade. Temos grande expectativa de comercializar, pois trouxemos uma solução renovável e de baixo valor”, diz Keisla.

Orientadora da equipe, Pachiele da Silva destaca a importância de desenvolver ideias sustentáveis dentro das escolas. “É fundamental que o aluno desenvolva esse pensamento crítico e consciente acerca do tema sustentabilidade, tentando encontrar soluções que possam se enquadrar nesse tema. Além disso, são projetos promissores no empreendedorismo. Só precisa que empresas tenham interesse em investir nas ideias e soluções criadas pelos alunos”. O grupo é composto por Keisla Fabian, Jonatas Silva, Lavínia Carneiro, Sarah Moura e Isabel Silva.

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