Sustentabilidade Digital dita os rumores dos negócios contra crises cibernéticas
Por Nycholas Szucko, VP de Cibernética da SUCESU-SP
Salvador, 03/04/2025 – Não é novidade que a crescente digitalização dos negócios tenha elevado a segurança cibernética a uma prioridade estratégica para empresas de todos os setores. Por isso, diante de ameaças cada vez mais sofisticadas, garantir a resiliência digital é essencial para construir uma base sólida focada na continuidade e sustentabilidade dos negócios no longo prazo.
Uma pesquisa recente da PwC, que entrevistou 4.042 executivos de negócios e tecnologia em 77 países, incluindo o Brasil, revelou lacunas significativas que as empresas precisam abordar para alcançar a resiliência cibernética. Segundo o levantamento, apenas 2% das empresas executivas globais afirmaram que suas implementaram ações de resiliência cibernética em todas as áreas avaliadas na pesquisa, o que reforça a necessidade de um olhar mais estratégico para a segurança digital, que vá além da simples resposta a incidentes e passe a integrar a governança corporativa.
Entre as principais tendências na área de cibersegurança, destaca-se a Biometria 4.0, que avança como uma solução robusta para autenticação segura e experiência do usuário. O uso de dados biométricos – seja por reconhecimento facial, leitura de íris ou impressão digital – já está consolidado em setores como financeiro, saúde e varejo. No entanto, surgem novos desafios, como o risco de falsificação de identidades por deepfakes e a necessidade de garantir a privacidade dos utilizadores.
Outro tema central é a Inteligência Artificial aplicada à segurança digital, que tem se tornado uma aliada necessária na identificação e resposta a ataques em tempo real. Algoritmos avançados são capazes de detectar padrões suspeitos e responder a ameaças antes que causem danos significativos, significativos impactos financeiros e operacionais.
O avanço das ameaças cibernéticas reforça a urgência de estratégias proativas, que vão além da proteção de perímetro e adotam abordagens mais dinâmicas, como Zero Trust, segmentação de redes e autenticação multifator. A capacitação contínua dos profissionais de TI e a implementação de políticas de segurança robustas são fatores essenciais para que as empresas estejam preparadas para lidar com um ambiente digital cada vez mais solicitado.
Estratégias para fortalecer a resiliência cibernética
Para enfrentar os desafios atuais e futuros, é fundamental que os líderes adotem estratégias robustas de cibersegurança:
• Educação e treinamento: Promover uma cultura organizacional que valorize a segurança digital, investindo em programas contínuos de capacitação para colaboradores e executivos.
• Adoção de tecnologias avançadas: Implementar soluções básicas em IA e automação para monitoramento e resposta a incidentes, garantindo uma postura de segurança proativa.
• Gestão de terceiros: Estabelece critérios rigorosos para a seleção e monitoramento de fornecedores e parceiros, garantindo que compartilhem os mesmos padrões de segurança.
• Conformidade regulatória: Manter-se atualizado sobre as legislações e regulamentações de cibersegurança, garantindo que as práticas da empresa estejam em conformidade e evitando compensações.
Construir uma estratégia de cibersegurança sólida vai muito além da adoção de ferramentas tecnológicas. As empresas que investem em uma abordagem integrada, combinando tecnologia, educação e governança, serão mais preparadas para enfrentar crises e proteger seus ativos mais importantes: dados, privacidade e continuidade operacional.









