Desafios da inovação: as tecnologias do amanhã redefinindo o marketing de hoje

Por Cristian Gallegos, Diretor de Marketing na Skymail

Salvador, 19/03/2025 – Os novos patamares de eficiência, personalização e tomada de decisão baseada em dados nas áreas de marketing e vendas a partir das tecnologias emergentes, em especial a inteligência artificial (IA), permitiram que empresas de diferentes setores colherem frutos da automação de processos e da geração de conteúdo em escala para fornecer experiências mais personalizadas aos clientes. No entanto, embora o potencial da tecnologia seja inegável, a implementação dessas soluções enfrenta desafios relacionados à preparação de dados, custos iniciais e adaptação organizacional.

Entre os impactos reais dessa ferramenta, podemos citar alguns exemplos como a Coca-Cola, que tem demonstrado como a IA pode amplificar a criatividade. Isso porque a marca tem utilizado ferramentas como OpenAI, para desenvolver campanhas culturalmente adaptadas que otimizam a conexão com diferentes públicos e reduzem significativamente o tempo de produção. No setor de e-commerce, a Amazon segue como referência, usando a IA para personalizar recomendações com tantas precisão que muitos consumidores já não sabem se precisam de um produto ou se a sugestão foi simplesmente irresistível. Mas, qual o resultado disso? Um aumento de até 35% nas taxas de conversão, como aponta a consultoria McKinsey (2023).

Já no B2B, a Salesforce mostra o poder da IA integrada ao CRM, por meio da ferramenta nomeada como Einstein que prevê comportamentos de clientes e ajuda equipes comerciais a priorizar leads, elevando a produtividade em 25%, segundo Salesforce Research (2024). Esses exemplos evidenciam como a tecnologia está redefinindo o que é possível em marketing e vendas, indo além de tendências e entregando resultados concretos.

Sabemos que para fazer sentido, essas soluções precisam funcionar no mundo real, então, antes de qualquer inovação brilhar, é preciso organizar os dados da empresa. Plataformas como DataRobot ou Google Colab ajudam os negócios a estruturar e experimentar soluções sem altos custos iniciais, tornando a implementação mais acessível.

Outro ponto crítico é a capacitação. A Unilever, por exemplo, criou hubs de inovação para treinar seus colaboradores em IA e análise de dados, resultando em campanhas digitais 20% mais eficientes. Enquanto isso, a Skymail está implementando um SDR (Sales Development Representative) baseado em IA com o objetivo de transformar a abordagem inicial com clientes, otimizando interações e acelerando a qualificação de leads.

O impacto da IA também se reflete no atendimento ao cliente. Um exemplo disso é a Sephora, que usa um chatbot avançado para recomendar produtos com base nas preferências do consumidor. Isso aumentou o ticket médio dos pedidos em 11% e garantiu uma experiência personalizada para cada cliente. Esses avanços refletem tendências maiores: de acordo com o estudo “Preferências do consumidor para atendimento ao cliente orientado por IA”. produzido pela PwC (2024), 82% dos consumidores preferem interagir com marcas que utilizam IA para oferecer atendimento rápido e eficiente.

Mesmo diante de tantas vantagens e de um grande entusiasmo pelos profissionais da área, adotar tecnologias emergentes vem com desafios. Custos iniciais elevados e retorno incerto são obstáculos comuns, mas projetos piloto — como automação de email marketing — podem ajudar a mitigar riscos.

A privacidade é outra preocupação crescente. Com a LGPD e o GDPR em vigor, a transparência no uso de dados não é apenas ética, mas essencial para preservar a confiança dos consumidores.

Dessa forma, até o final de 2024, estava previsto que 70% das empresas globais estariam interessadas ou já utilizando IA generativa, segundo estudo “Adopção de IA em marketing: tendências e insights para 2024” feito pela Gartner. É evidente que a tecnologia está moldando o futuro do marketing e das vendas. No entanto, o sucesso vai além da adoção de ferramentas: requer estratégia, equilíbrio entre inovação e valores corporativos e um olhar atento para conectar tecnologia e humanidade.

Por fim, as empresas que alcançam esse equilíbrio estarão sempre prontas para enfrentar os desafios do mercado e aproveitar as oportunidades do amanhã, criando experiências que não apenas impressionam, mas também geram valor real para clientes e negócios.

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